O essencial
- A prefeitura de Atenas emitiu a licença de construção de um projeto hoteleiro localizado na esquina das ruas Evzonon e Anapiron Polemou, em Kolonaki.
- O programa envolve a reestruturação de um edifício existente, e não uma nova construção.
- As obras preveem reforço estrutural, reforma das fachadas e um aumento da capacidade de hospedagem.
- Kolonaki é o bairro mais caro de Atenas, ao pé do monte Licabeto, a cerca de dez minutos da praça Syntagma.
- Nem a bandeira, nem o número de quartos, nem a data de abertura são conhecidos nesta fase.
Atenas nunca careceu de hotéis. O que lhe faltava, até recentemente, eram endereços capazes de reter um viajante por mais de duas noites. A cidade era uma escala rumo às Cíclades; agora está se tornando um destino. A licença emitida no final de agosto para um projeto hoteleiro em Kolonaki é mais um sinal dessa transição, e vale menos pelo seu tamanho do que pelo seu endereço.
Kolonaki, o endereço que não se replica
O terreno fica na esquina das ruas Evzonon e Anapiron Polemou, na parte alta do bairro. Kolonaki está para Atenas assim como o Triângulo de Ouro está para Paris: algumas ruas inclinadas, edifícios dos anos 1930 com varandas profundas, grifes de alta-costura, galerias e, acima, o monte Licabeto. Fica a dez minutos a pé de Syntagma e do Parlamento, e ainda assim em uma área tranquila.
É também um bairro onde terrenos quase nunca ficam disponíveis. Por isso, as raras operações hoteleiras na região ocorrem por meio da reforma de edifícios existentes, o que é exatamente o caso aqui.
Uma reestruturação, não uma construção
A licença refere-se à transformação de um edifício já de pé. O programa prevê um reforço da estrutura, reforma das fachadas e aumento da capacidade de hospedagem, o que pressupõe uma redistribuição completa dos andares, em vez de uma simples reforma cosmética. É o esquema clássico das operações atenienses recentes: conserva-se o volume e a implantação, e refaz-se tudo por dentro.
Essa escolha não é apenas estética. Em um bairro protegido e já construído, a reabilitação costuma ser a única via autorizada, além de encurtar os prazos em comparação com uma demolição seguida de reconstrução.
O que ainda não se sabe
É preciso dizer claramente, pois anúncios desse tipo costumam circular enriquecidos com detalhes inexistentes. Nesta fase, o projeto não revela sob qual bandeira o hotel abrirá, quantos quartos terá, nem quando receberá seus primeiros hóspedes. Uma licença de construção não é uma inauguração: entre as duas, raramente se passam menos de dois anos em Atenas, e os projetos mudam de mãos.
Atualizaremos este artigo assim que a operadora e o dimensionamento do estabelecimento forem divulgados.
O centro da cidade responde à Riviera ateniense
A maior parte do capital hoteleiro grego tem se direcionado nos últimos cinco anos para a costa, em Vouliagméni e Elliniko, em projetos de resorts com centenas de quartos. O centro histórico segue outro ritmo: poucos quartos, edifícios reformados um a um e uma clientela que vem pela cidade em si, seus museus e restaurantes, e não por uma praia a quarenta minutos de distância.
Para o viajante, essa é uma boa notícia. Kolonaki carece de opções de hospedagem: janta-se lá, faz-se compras lá, mas dorme-se pouco por lá. Um estabelecimento adicional nesse perímetro muda a forma como se pode organizar uma estadia de três noites em Atenas, priorizando caminhadas em vez de táxis.









